Centenário de Violeta Parra em disco deslumbrante - Kultme

Centenário de Violeta Parra em disco deslumbrante

Violetta Parra

Violeta Parra

 

Frescor luminoso de manhãs de primavera, delicadeza lírica mesmo com temas os mais duros e emoções à flor da pele, muitas vezes em lances tempestuosos, sempre marcaram a criação musical da folclorista chilena Violeta Parra, uma das grandes vozes da música latino americana desde os anos 70. Conhecida e reverenciada no Brasil por gravações de Milton Nascimento, Elis Regina e Mercedes Sosa, além do clássico grupo Tarancón, a compositora de “Volver a los 17” e “Casamiento de Negros” acaba de ganhar uma pungente homenagem no álbum virtual ““Violeta Terna y Eterna”, do brasileiro Sexteto Mundano, com direção musical de Carlinhos Antunes.

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O lançamento, que ocorre no ano em que Violeta faria 100 anos, soma 10 faixas. A abertura é da clássica e muito conhecida “Gracias a La Vida”, a qual conta com o a voz doce e firme de Tita Parra, neta de Violeta. A participação especial de Tita volta a ocorrer em outras canções, sempre com o mesmo efeito de deslumbramento – até por conta do timbre da voz de Tita, que lembra o de Violeta.

Mas além de músicas que se tornaram hinos para quem viveu os anos 70 a 90 – até como representantes da resistência às ditaduras militares que vicejavam por todo o subcontinente na época – o disco tem ainda duas canções inéditas de Parra (“El Palomo” e “Adonde Vás, Jilguerillo”).

Violeta Parra tem admiradores de todas as idades e de três gerações pelo menos. Regravar Violeta e suas músicas foi para mim reviver um período do Clube de Esquina, de Elis e do Grupo Tarancón, de que eu participei durante dois anos e meio. Também foi uma maneira de homenagear Angel, seu filho, que conheci na França. Naquela noite, assisti a um documentário trazido por Angel sobre sua mãe e o que a envolvia. Suas composições, pinturas, trabalhos em cerâmica e inquietudes, tudo estava ali relatado de forma suave e absoluta. Fiquei emocionado e com mais vontade de divulgar essa figura maravilhosa” – Carlinhos Antunes

Carlinhos Antunes aproximou-se da obra de Violeta nos anos 80, em sua passagem pelo icônico Grupo Tarancón. Para o álbum, que dá arranjos contemporâneos para canções clássicas de Parra, ele reuniu uma formação única do seu projeto Orquestra Mundana. Carlinhos assume o cuatro, violão, viola caipira, charango, ronroco; Danilo Penteado assina os pianos e acordeons; Maria Beraldo Bastos assume o clarinete; Beto Angerosa, a percussão e Rui Barossi, o baixo acústico. Completando o projeto está a voz de Sarah Abreu, responsável ao lado de Carlinhos pela consolidação do projeto.

Juntos fazem um retrato terno e lírico, como o título do disco antecipa, que contrasta com o tom mais tenso e intempestivo da personalidade de Violeta. “Violeta, Terna y Eterna” mostra as várias artistas por trás da lenda, alternando músicas compostas por ela ao longo de sua vida, clássicos da música latina e composições de integrantes do sexteto, além de algumas de suas poesias e textos.

 

Ouça o Sexteto Mundano

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