iMuseum: a arte da Apple tem um museu no Brasil. E fica em Blumenau - Kultme Alternativa Cultural

iMuseum: a arte da Apple tem um museu no Brasil. E fica em Blumenau

Henrique Bilbao: mais de 600 peças no acervo

Henrique Bilbao: mais de 650 peças no acervo

 

Henrique Bilbao ainda não chegou aos 30 anos, mas já é um dos mais bem sucedidos empresários brasileiros da área de desenvolvimento de software usando a plataforma FileMaker, de uma subsidiária da Apple. Como fundador da empresa HiMaker, sediada em Blumenau, ele costuma participar ativamente da criação de APPs para a área cultural, entre os quais um sistema de controle de acervo para a Fundação Iberê Camargo, de Porto Alegre. Como todo desenvolvedor de software que se preza, Bilbao ‘pensa fora da caixa’ ao fazer seus aplicativos – mas, se há algo em que ele se supera, é em um ponto fora da curva até mesmo para os criadores de software: Henrique é dono do primeiro, e até onde se sabe único, museu dedicado à Apple no Brasil. O que começou como um apego de fã ardoroso a produtos da Maçã, hoje é quase um templo com 650 itens abertos à babação dos adoradores de uma das fontes mais cool de tecnologia do mundo. Com você, o fundador do iMuseum.

 

Kultme – De onde veio a ideia de criar um museu de produtos Apple?
Henrique Bilbao – Durante minha carreira sempre trabalhei com dispositivos da Maçã – e nunca deixei que nenhum hardware fosse jogado fora. Antes de fundar a HiMaker dirigi uma assistência autorizada Apple e os clientes não hesitavam em doar suas relíquias para que não fossem descartadas. Já na HiMaker, decidi catalogar os produtos. Com o passar do tempo foram aparecendo novas pessoas com histórias incríveis e dispostas a doar verdadeiras relíquias para o que era só uma coleção de obras de arte tecnológicas. Então o iMuseum foi surgindo em um movimento quase que de um a um.

Mac original: hi tech 3 décadas atrás

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Quantas peças há no acervo?
Temos atualmente mais de 650 itens.

E quais suas prediletas?
Há no museu preciosidades como o Apple II Plus e o iMac G4 Abajour. Eles com certeza são meus preferidos. Mas há outras raridades. Temos uma Quick Take, uma das poucas máquinas fotográficas lançadas pela Apple, o Newton Message Pad, um Macintosh de 1986 em pleno funcionamento, e algumas das impressoras da Maçã.

Como visitar o museu?
Temos duas salas na sede da HiMaker dedicadas ao iMuseum. As visitas devem ser agendadas pelo site http://imuseum.com.br e nós retornamos o contato para confirmar o dia da visitação.

Imagino que para applemaníacos sem condições de visitar Blumenau a pergunta terá todo o sentido: já pensou em fazer uma versão itinerante do iMuseum para apresentar em outras cidades?
Já chegamos a fazer uma exposição do iMuseum no principal  shopping center de Blumenau e foi uma experiência muito legal. Transportar as peças exige bastante trabalho, mas adoraríamos levar o acervo a outras cidades e mostrar ao público um pouco da história da Apple. É claro que isso depende de termos convites para tanto, já que envolve também custos. Mas para quem não quer ficar esperando por uma possibilidade dessas, a gente disponibilizou um tour 360º, virtual, em http://imuseum.com.br/360-museu/.

Demais! Mas o museu não tem relação direta com a Apple?
Não, ele é colaborativo e não possui nenhuma oficialização com a empresa. Tudo que construímos até agora é fruto das doações que recebemos.

Mac abajour: definitivamente raro

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Qual o perfil do público que o visita?
Recebemos todo tipo de pessoas, mas os amantes de Apple são, com certeza, a maioria. O Sérgio Miranda por exemplo, que foi editor chefe da revista MacMais e atualmente faz parte do canal Loop Infinito, veio a Blumenau durante a exposição no shopping. O cara entende tudo de Apple e é bem influente entre os fãs brasileiros da Maçã.

Você tem menos de 30 anos e, além do iMuseum, é dono de uma empresa que acaba de ganhar uma certificação inédita no Brasil da FileMaker, uma subsidiária da Apple. Como é que explica seu sucesso?
Então, estamos há apenas quatro anos no mercado FileMaker. Nosso crescimento veio do trabalho fundamentado na inovação e no amor pelo que fazemos, e o resultado são sistemas que criamos para empresas com a qualidade que leva nossa marca. A FileMaker enxergou isso e decidiu dar à HiMaker o selo de FileMaker Business Alliance Platinum. Somos os primeiros do Brasil e o segundo FBA Platinum na América Latina.

 

Lisa, da Apple: raridade tipo um, digamos, portátil

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Que tipo de sistemas fazem?
Através da Plataforma FileMaker, criamos sistemas multiplataforma para gestão corporativa – soluções pra Mac, Windows, iPhones, iPads e web.

Inclui sistemas para a área cultural?
Sim. Recentemente, criamos um sistema multiplataforma de acervos para a Fundação Iberê Camargo, de Porto Alegre, no qual todas as obras e documentos do artista estão catalogados e podem ser visualizados no acervo digital, também desenvolvido por nosso pessoal. É um aplicativo muito legal. O acervo virtual está disponível no site da fundação.

Você é programador?
Sou. Mas atualmente não estou desenvolvendo tanto quanto no começo da HiMaker, já que a equipe cresceu. Mas tenho certeza de que jamais perderei a paixão por programar.

Tem caras que comparam programação a algo essencialmente emocional, dizendo que “código é poesia”. É mesmo?
Acredito que sim. Não tem emoção maior para um programador do que ver o seu código rodando como deveria. Tem mágica nisso. Presencio a comemoração dos programadores da HiMaker quando isso acontece. É como um filho que acaba de nascer!

Falando em filho, vamos falar no pai. Citando Steve Jobs, você trocaria toda sua tecnologia com uma tarde com quem?
Com o Steve Wozniak! Eu o conheci durante uma única hora quando fui colaborador de uma revista Apple em 2012 – e foi isso que me levou a criar a HiMaker. Imagine uma tarde!

Advinhe quem rabiscou as mal-traçadas acima...

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